terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dr. Nardelli contabiliza 17 mil partos realizados

“Até hoje eu sonho com partos complicados”, revela o ginecologista e obstetra Ítalo Nardelli, 92 anos completados no dia 15 de outubro. Pioneiro em Brasília, Nardelli chegou na nova capital em 1960 para trabalhar no Hospital Distrital, hoje Hospital de Base de Brasília. Formado em Medicina em 1942, contabiliza 17 mil partos realizados. Em Brasília, foi colega das pioneiras Cacilda Rosa Bertoni, enfermeira, e de Versoni- a Soni Gonçalves Homar, médica. Entre os famosos que trouxe ao mundo consta a atriz Irene Ravache.

Dr. Nardelli estava com 42 anos, tinha seis filhos e morava no Rio de Janeiro, quando disse para a esposa Elza que desejava trabalhar em Brasília. “Ela não queria de jeito nenhum, mas eu insisti e viemos”. A família foi morar no apartamento de uma das irmãs de Nardelli, casada com o deputado federal por Minas Gerais Abel Rafael, na 107 Sul. A irmã tinha 13 filhos, com os seis do médico havia 19 crianças no apartamento. O filho caçula, Ítalo, nasceu em Brasília e recebeu o apelido de Dango, derivado de “candango”.

Quando se aposentou, Nardelli trabalhou como voluntário na Igreja São Geraldo, na Vila Paranoá. “Eu atendia as gestantes num consultório improvisado na sombra de uma mangueira, ao ar livre, depois consegui um espaço na sacristia”, recorda o médico. Sua esposa Elza é voluntária na igreja até hoje. Organiza festas e bazares para conseguir recursos para a comunidade da vila. Também é do movimento das Bandeirantes do Brasil.

Em várias caixas estão guardadas recordações de toda uma vida. Elza mostra telegramas de congratulações pela formatura do marido em 1942, telegramas desejando felicidades pelo casamento do casal em 1945 e cartas dos filhos em férias no Rio de Janeiro, endereçadas ao pai, ao longo da década de 1960. Em uma delas, o filho Eduardo conta que se considera “uma gaivota procurando peixe”. Em outra cartinha a filha Beth pergunta se a empregada “está preparando ovos nevados e banana frita”, e em outra comemora que tirou primeiro lugar em um concurso de leitura.

Dr. Nardelli recebeu várias homenagens por sua dedicação à Medicina, entre elas comendas do Governo do Distrito Federal, do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal e do Congresso Brasileiro de Cirurgiões do Rio de Janeiro.

5 comentários:

  1. Judith Pinheiro Lins23 de outubro de 2009 15:00

    Dr.Ìtalo Nardelli para mim um "COLOSSO" de Ser Humano, juntamente com D. Elza foram uma benção para a nova capital logo em 1960.
    Ele dedicado à medicina é um São Lucas candango, e o casal, em obras sociais.
    Até hoje atuantes, tenho um imenso orgulho de, sendo pernambucana e morando no Recife, ter sido incorporada à familia Nardelli em 1966, de "supetão", pois como a minha familia do intercâmbio bandeirante não pode me receber. D. Elza com sua generosidade, mesmo em férias me adotou e passei além daquele mês - o primeiro em seu apto na 103 sul (a quadra ainda com o chão em barro vermelho)-muitos e muitos outros meses!
    E até hoje eles são meus pais Candangos e vejam só: já ganhei um sobrinho neto - O lindo João!
    Afora a importância que a familia tem para mim, Dr.Ítalo Nardelli é uma bela referência em toda capital até hoje aos seus 92 anos!!!
    Parabéns !!!!!!

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  2. Olá, eu tenho dois livros de memórias da irmã do Dr Ítalo, Aurea Nardelli, que estou usando para fazer um trabalho sobre a minha região. Ele estudou em uma escola da minha cidade (Leopoldina), fez o primário e o preparatório, se não estou enganada. Será que haveria como entrar em contato com alguém da familia dele?
    nogueira.natania@gmail.com

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  3. tenho 4 filhos, maria lysia e alexandre manoel vieram ao mundo pelas abençoadas mãos de dr. nardelli,lembro até hoje da dedicação e carnho que deste médico recebi;lysia 4 de junho de 1964 e alexandre l9 de outubro de 1965. sou maria thereza da rocha miranda vieira de carvalho.petropolitana residente na minha terra desde1968. sou corretora de imóveis desde 1978

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  4. Ele morou no bloco A da 109-sul, ocasião em que meus pais e a família do Dr Nardelli foram vizinhos de porta. Cresci com o Dango até a data em que me mudei para o Rio de Janeiro. A Dona Elza salvou meu irmão certa vez e é uma outra história. Saudações à família.

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